O que visitar em Colmar: centro histórico, La Petite Venise e mercados de Natal
O que visitar em Colmar sem perder tempo: o que é grátis, o que se paga, quando ir e como ver o essencial numa tarde.
Ouça o guia antes de partir
Um minuto da faixa de abertura. A amostra está em inglês — e convém dizê-lo com todas as letras: o guia áudio não existe em português. Só em inglês, francês, alemão, italiano e polaco.
Em que consiste este passeio?
Um passeio áudio pelo centro histórico de Colmar, sem guia nem grupo: 27 paragens, cerca de hora e meia, ao ritmo que lhe apetecer.
Começa no Parc du Champ de Mars, serpenteia entre as casas pintadas e as praças de mercado e acaba em La Petite Venise. Pelo caminho fica a saber porque é que Colmar cunhava moeda própria, que casa inspirou um filme do Studio Ghibli e o que faz uma Estrela de David na fachada de uma cervejaria. Sem grupo para acompanhar. Sem chapéu de chuva erguido à frente.
Passeio a pé pelo centro histórico de Colmar
9,99 € · pagamento único, sem subscrição
- 27 paragens áudio narradas por um historiador profissional
- 100% offline depois de descarregado — em Colmar não precisa de dados
- O mapa GPS offline mostra onde está; em cada paragem, é você que carrega em play
- Áudio em inglês, francês, alemão, italiano e polaco — não existe versão em português
- iOS e Android · 1 ano de acesso
- Cerca de 1,5 horas, ao seu ritmo do princípio ao fim
Porquê Colmar?
Porque sobreviveu. Duas guerras mundiais passaram por cima da Alsácia e, por alguma razão, deixaram o centro de Colmar quase intacto. Daí o centro histórico parecer uma ilustração e não uma reconstrução. As casas pintadas de madeira aparente não são cenografia de bairro histórico. São as originais, habitadas, com roupa estendida às janelas.
E é pequena. O centro histórico anda-se todo em hora e meia, o que faz dela uma das raras cidades francesas que se vê mesmo num dia. O nosso passeio áudio de 27 paragens foi feito à medida disso: um circuito que apanha tudo o que merece uma paragem e acaba onde toda a gente quer acabar — à beira de água, em La Petite Venise.
A história em cinco minutos
Em 1226 Colmar tornou-se cidade imperial livre: respondia ao imperador e a mais ninguém. Nada de duque, de bispo ou de senhor local a levar a sua parte. Cunhava a própria moeda. O bispo de Estrasburgo não gostou e, em 1262, mandou tropas. Johannes Roesselmann, presidente do conselho da cidade, morreu a defender as muralhas; o corpo foi contrabandeado para casa dentro de um barril, para que os sitiantes não o profanassem. É a figura de bronze que hoje está na fonte — esculpida, como metade da arte pública de Colmar, por um rapaz da terra chamado Bartholdi.
Frédéric Auguste Bartholdi, precisamente. Nasceu aqui em 1834, na rua que hoje tem o seu nome, na casa que hoje é o seu museu. Mais tarde construiu a Estátua da Liberdade. Colmar tem uma réplica à escala à entrada norte da cidade, o que apanha desprevenidos muitos americanos que vieram pelas casinhas de pão de gengibre.
O gosto pela independência durou mais do que o império. Colmar entrou na Décapole, uma liga de cidades alsacianas que se juntaram contra quem lhes quisesse cobrar impostos — uma estrutura parecida com a suíça, e que explica quase tudo sobre o temperamento alsaciano. Domínio francês, alemão, francês outra vez, alemão outra vez, francês de novo: a cidade mudou de nacionalidade quatro vezes em setenta e cinco anos e nunca deixou de pedir cerveja com a carta de vinhos à frente.
Ainda não sabe onde ficar?
Para as aldeias do vinho, Colmar funciona melhor do que Estrasburgo: fica 30 minutos mais perto de todas elas e as camas custam menos em dezembro. Comparamos as duas a sério em Colmar vs Estrasburgo.
O que vai encontrar pelo caminho
Seis das vinte e sete paragens.

La Petite Venise
O bairro dos canais que dá os postais. Barcos de fundo chato, sardinheiras às janelas e as casas dos curtidores com o último piso aberto — construído assim para secar as peles.

Maison Pfister e as casas pintadas
1537, e continua a ser a fachada mais fotografada da Alsácia. Ao lado, a Maison des Têtes exibe 105 caras esculpidas.

Os mercados de Natal
Seis mercados diferentes espalhados pelo centro histórico, de 23 de novembro a 29 de dezembro. Em dezembro, o passeio acaba dentro de um deles.

O Marché Couvert
Um pavilhão de ferro e tijolo de 1865 que continua a ser mercado a sério. Queijo, enchidos e vinho alsaciano a copo às 10 da manhã, sem ninguém a julgar.

O bairro dos curtidores
Últimos pisos de madeira deixados abertos para secar peles e, atrás deles, o Quai de la Poissonnerie. Dali são dois passos até ao Koïfhus, onde a Décapole se reunia e as mercadorias pagavam imposto.

Rue des Marchands ao anoitecer
Bartholdi nasceu no número 30. É também algures por aqui que está a casa mais estreita de Colmar — pouco mais larga do que a própria porta, por causa de um imposto medieval sobre a propriedade.
Como funciona, passo a passo
Comprar o guia
Pagamento único, acesso imediato. Sem subscrição. O e-mail de ativação chega em poucos minutos.
Descarregar a app
Instale a TouringBee no iOS ou no Android, ative o guia e descarregue o percurso de Colmar por Wi-Fi antes de sair.
Começar no Champ de Mars
Abra o guia à chegada, siga o mapa offline e carregue em play em cada paragem.
Parar e retomar
Pare para um café, dê uma volta pelo meio, volte amanhã. O passeio espera. O acesso dura um ano.
O que visitar em Colmar: preços, horários e como chegar
Quanto custa
Quando está aberto
Como chegar
Quase tudo o que faz valer a viagem a Colmar não custa nada. O centro histórico, os canais, as praças de mercado, as fachadas — tudo grátis, tudo aberto, sempre. Paga-se o interior das coisas: o Unterlinden, o Bartholdi, um barco no canal e aquilo que beber.
O único bilhete que vale a pena comprar antes
O Musée Unterlinden guarda o retábulo de Isenheim — um políptico articulado que é, sem grande concorrência, a pintura mais extraordinária do leste de França. 14 €, encerrado às terças, última entrada às 17:30. Em dezembro a fila é a sério: reserve antes.
Ver bilhetes do Unterlinden Guia completo do Unterlinden
Chegar de comboio
A maioria de nós chega de avião — a Basileia, a Estrasburgo ou a Frankfurt — e faz o resto em comboio. Colmar está na linha Paris–Estrasburgo–Basileia e a estação fica a dez minutos a pé do centro histórico. De Paris, o TGV (o comboio de alta velocidade francês) sai da Gare de l'Est, uma das grandes estações da capital, e demora cerca de 2h20 sem mudanças. De Estrasburgo é meia hora, com comboios todo o dia. Quem reserva cedo paga bastante menos.
Comprar bilhetes na SNCF Como chegar a Colmar
De carro pela Rota dos Vinhos
Eguisheim, Riquewihr, Kaysersberg e Turckheim ficam todas a menos de 20 minutos. Há autocarros, mas passam poucos; o carro transforma um dia de frustração num dia fácil. (Turckheim é a exceção: tem estação a nove minutos de Colmar.)
Comparar aluguer de carro A Rota dos Vinhos da Alsácia
Bilhetes e visitas guiadas
Se numa parte da viagem preferir uma pessoa a uma app, estes são os operadores a ver.

GetYourGuide
Excursões de um dia pela Rota dos Vinhos, circuitos pelos mercados de Natal, saídas a Eguisheim e Riquewihr, passeios de barco em La Petite Venise.


Booking.com
Camas no centro histórico e aluguer de carro para as aldeias do vinho. Dezembro esgota já em setembro.
O que dizem os viajantes
Uma delícia de passeio
Este guia áudio é mesmo bom, tornou o passeio pelas ruas de calçada de Colmar entusiasmante e inesquecível. A narração é clara, divertida e com toques de humor que ainda tornam tudo melhor. Graças ao guia descobri imensos pormenores representativos da cidade que me teriam escapado e até fiquei a saber que Frédéric-Auguste Bartholdi, o escultor da Estátua da Liberdade, nasceu aqui. A app é facílima de usar, tem um design intuitivo e o melhor de tudo: dá para ouvir as histórias mesmo offline.
Thomas_L · julho de 2025
Ótimo passeio áudio, simplicíssimo de usar
Excelente passeio por Colmar. Sinto que aprendi muito, mas o mais importante é que passei um dia ótimo. Recomendo este passeio áudio. Fácil de usar.
Cathy M · Brisbane, Austrália · agosto de 2025 · Sozinha
Uma forma tranquila e sem pressão de conhecer Colmar
Adorei a app! Cheia de informação, que vai dar jeito como recordação da visita. A app está pensada para hora e meia, mas entre fotografias e paragens ao meu tempo, deu-me para três dias. Muitas vezes saí do mapa por curiosidade ou parei num museu. Descarregou-se sem problemas e as instruções e o acompanhamento do Viator foram excelentes, como se tivéssemos um guia ao vivo a planear connosco.
Colleen_L · janeiro de 2026
Muito bom!
Muito bom para descobrir Colmar. Normalmente passamos ao lado das coisas. Assim dá para andar e ouvir ao mesmo tempo. Até os meus adolescentes se interessaram.
Nienke S · agosto de 2025 · Família
Grande experiência
Grande experiência. Gostámos das histórias e de poder fazer o passeio ao nosso ritmo. Na app tínhamos o mapa, a navegação GPS, fotografias e as descrições áudio dos sítios. Gosto sobretudo de não ser preciso contactar guia nenhum nem ninguém. Muito bem feito mesmo.
Ewan_T · julho de 2025
Muito bem narrado
Guia áudio muito bem narrado. Fácil de seguir. O download correu sem falhas. O único problema é ficarmos sem bateria depressa, porque o passeio é bastante longo.
kaz · Nova Gales do Sul, Austrália · outubro de 2025 · Casal
Fizemos de manhã cedo
Fizemos de manhã cedo, antes de a cidade encher — recomendo vivamente essa hora! Sossegado, colorido, e o áudio ainda tornou tudo mais mágico.
Hery Nandraina · junho de 2025 · Família
Interessante e informativo — uma ótima maneira de ver Colmar!
Depois de descarregado, é fácil de seguir e traz boa história e boas histórias de Colmar. Eu contaria com mais de 90 minutos, sobretudo se fizer paragens pelo caminho.
Amy_B · maio de 2025
Muito bom
Passeio muito bom! Colmar parece saída de um livro de histórias e o passeio aproxima-nos da história sem ser maçador. Façam mais noutras cidades, por favor!
Alan Mowen · junho de 2025 · Família
Recomendo vivamente
Muito interessante. Vimos muito e ficámos a saber muito sobre Colmar e os seus monumentos. Recomendo vivamente.
Urlaub-Hartis · julho de 2025
O percurso
O percurso tem encanto, sobretudo na parte de La Petite Venise. Teria gostado de mais anedotas engraçadas sobre os habitantes ou sobre as especialidades da terra.
Fearle · Warrington, Reino Unido · junho de 2025 · Família
Boa experiência com o guia áudio em Colmar
Bons conteúdos. Muito informativo. Dá para passear com calma. Partilhar foi um bocado complicado, mas se lermos tudo com atenção depois da compra, percebe-se que é preciso partilhar um link.
Specht · Nuremberga, Alemanha · junho de 2025
Muito bom, dá para parar
Muito bom, dá para parar para uma tarte ou um café e retomar depois. Adorei não andar num grupo que se arrasta. Repetia!
Ivy Arbella · junho de 2025 · Família
Fiz o passeio
Fiz o passeio sozinho e foi muito relaxante. Dá para nos deixarmos ir. O GPS às vezes não era exato, mas nada de grave.
Tom L · julho de 2025 · Família
Mais passeios áudio da TouringBee
Vai ver mais da Alsácia ou segue para outro sítio?
Estrasburgo
33 paragens, da catedral à Petite France. A meia hora de comboio daqui.
Paris
O Louvre, o Musée d'Orsay, Montmartre e o Père-Lachaise, cada um com o seu passeio.
Todos os passeios
Cidades pela Europa e mais além, no mesmo formato: offline, ao seu ritmo, pagamento único.
Planeie a visita
Mercados de Natal de Colmar
Seis mercados, o que há em cada um e como vê-los sem passar o dia numa fila.
Passeio a pé por Colmar: o percurso de 27 paragens
O percurso completo, paragem a paragem, com mapa e o tempo aproximado de cada troço.
Um dia em Colmar
Um itinerário realista, montado à volta do Unterlinden estar fechado às terças.
A Rota dos Vinhos da Alsácia a partir de Colmar
Que aldeias valem a pena, por que ordem e se precisa mesmo de carro.
Melhor altura para ir
Mercados, vindimas, multidões e as semanas de transição de que ninguém fala.
Onde ficar
Centro histórico ou arredores, e porque é que as reservas de dezembro se fazem em setembro.
Perguntas frequentes
Vale a pena visitar Colmar?
Vale, com uma ressalva: é pequena. O centro histórico vê-se bem em meio dia, por isso monte o resto da viagem à volta dele — as aldeias do vinho, Estrasburgo ou uma tarde lenta à beira do canal. Como destino de três dias por si só, Colmar acaba antes de você acabar.
Quanto custa visitar Colmar?
O centro histórico é grátis — ruas, canais, praças, fachadas, tudo. Paga-se o Musée Unterlinden (14 €), o Musée Bartholdi, um passeio de barco em La Petite Venise e a comida. Um dia inteiro com um museu e almoço dá mais ou menos 40–60 € por pessoa.
Quando são os mercados de Natal de Colmar em 2026?
De 23 de novembro a 29 de dezembro de 2026, em seis mercados diferentes do centro histórico. Os fins de semana de dezembro ficam à cunha; uma manhã de dia útil é outra coisa completamente diferente.
Como se chega a Colmar a partir de Paris?
TGV direto — o comboio de alta velocidade francês — a partir da Gare de l'Est, uma das grandes estações de Paris: cerca de 2h20. De Estrasburgo são uns 30 minutos, de Basileia cerca de 45. A estação de Colmar fica a dez minutos a pé do centro histórico, por isso não precisa de mais transportes.
Preciso de carro para a Rota dos Vinhos da Alsácia?
Ajuda muito. Eguisheim, Riquewihr e Kaysersberg estão a 20 minutos de Colmar por estrada, mas os autocarros são poucos. Turckheim é a exceção: nove minutos de comboio. De resto, alugue carro ou vá numa excursão de um dia.
O guia áudio funciona sem internet?
Funciona. Descarregue-o por Wi-Fi antes de sair e corre inteiramente offline — sem dados, sem roaming. O mapa GPS offline mostra onde está; em cada paragem, é você que carrega em play.
Em que línguas está disponível o guia áudio de Colmar?
Em inglês, francês, alemão, italiano e polaco. Não existe versão em português: esta página está em português, o áudio não. A língua escolhe-se no momento da compra.
Quanto tempo demora o passeio áudio?
Cerca de hora e meia a andar e a ouvir, ao longo de 27 paragens. Na prática, a maioria demora duas a três horas — há sempre um café, uma fotografia ou um barco pelo meio.
Sobre o autor
Ande por Colmar com as histórias ao ouvido
27 paragens, hora e meia, ao seu ritmo do princípio ao fim. Pagamento único, funciona offline, é seu durante um ano.
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